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quarta-feira, 4 de novembro de 2009

BRASIL S/A

CÂMERAS DA POLÍCIA DO RIO ESTARIAM GUARDADAS E FORA DE USO. SERIAM DUZENTAS


youPode

// Postado por Eucimar de Oliveira


O abandono de equipamentos de segurança no Rio de Janeiro é muito mais grave do que se imagina a partir da denúncia feita na semana passada pela imprensa. Segundo o Globo (e o governo não teve como negar), 90 milhões em scanners e esteiras de verificação de transporte de drogas por qualquer tipo de veículo foram despediçados pelo abandono da máquinas em um galpão da Polícia Rodoviária Federal. Agora, fontes ligadas à área de Segurança, revelaram ao youPode que pelo menos 200 câmeras de vigilância da cidade se encontram na mesma situação.


Estão esquecidas e talvez estragando num andar do prédio da Secretaria de Segurança, na Central do Brasil. Elas foram instaladas na época dos Jogos Pan-Americanos, em 2007, e depois recolhidas e agora encontram-se fora de uso.


Câmeras são elemento fundamental atualmente para qualquer polícia em qualquer grande cidade do mundo. No Rio estão sendo desprezadas. O assassinato de um dirigente da ONG Afroreggae há alguns dias e a ação criminosa de PMs que roubaram os ladrões assassinos até liberá-los só tiveram seu esclarecimento imediato graças às câmeras particulares de bares e restaurantes no Centro da Cidade.


Por parte da Secretaria de Segurança, o total de câmeras oficiais no Rio é de 220, mesmo número do governo anterior, apesar de a atual administração estar no poder há quase três anos. Na questão dos scanners e esteiras, o Ministério Público Federal abriu uma investigação em busca dos responsáveis.


Na véspera da denúncia de O Globo, o presidente Lula, em visita à cidade, disse que o governo não poderia ficar discutindo “merreca” quando se referiu aos valores a serem repassados ao governo do Rio para o combate à violência. Só que a merreca em questão (os scanners e esteiras) é da ordem de 90 milhões de reais de dinheiro do contribuinte. A propósito, mesmo com excesso de arrecadação em 2008 e um forte orçamento para a área de segurança, o governo Cabral gastou muito menos do que o previsto.


Confira os números.

O QUE FAZ O VIVA RIO, DEIXA MORRER?!.



O Globo

RIO - O Rio tem entre 700 e 750 crianças e adolescentes que vivem na rua e, segundo o secretário municipal de Assistência Social (SMAS), Fernando William, 80,9% deles usam crack.


De acordo com o secretário, o número de menores viciados nesta droga tem crescido desde 2005, quando era de 13%, subindo para 33% em 2006, para 49% em 2007 para 69% em 2008.


A SMAS chegou a esta estimativa baseada nos atendimentos aos menores que foram abordados nas ruas, levados para abrigos ou internados.



- Os números revelam que essas crianças e adolescentes já não usam mais cola de sapateiro ou tíner. Eles estão se destruindo gradativamente pelo crack - lamentou William.



A prefeitura anunciou nesta terça-feira um

plano de ação contra o uso do crack.

Ao lado do prefeito Eduardo Paes e dos secretários de Saúde, Hans Dohmann, e de Educação, Cláudia Costin, William anunciou a criação de três Centros de Atendimento para Tratamento de Crianças e Adolescentes Usuárias do Crack, com um total de 60 vagas. Um deles, em Campo Grande, para 20 meninos. Outros dois, em Sepetiba, com 40 vagas para meninos e meninas. As três unidades - com espaço para lazer e profissionais especializados - começam a receber menores para internação já a partir de hoje. Até ontem, a prefeitura tinha à disposição para internação, nesta faixa etária de usuários de crack, apenas 12 vagas na Casa Viva, em Vila Isabel. Na semana passada, apenas cinco vagas eram ocupadas.



- Cada menino usuário de crack que está internado em abrigo nosso custa R$ R$ 2.500 - informou William.



No lançamento do plano, Paes chamou o problema do crack de "crise aguda":



- Não há uma solução nem resposta simples. Esta é uma luta constante de políticas públicas. O mais importante aqui é o trabalho da Secretaria de Educação porque é de prevenção.



Já Dohmann lembrou que, a partir do próximo ano, serão criados dois Centro de Atenção Psicossocial ( CAPs) para atendimento ambulatorial dos usuários. Hoje existem dois. Também será intensificado o atendimento emergencial nos nossos quatro grandes hospitais.



Na Associação São Martinho, até antes de 2008 o maior problema com os 50 jovens atendidos na entidade diariamente era o consumo de tíner. Hoje, 90% deles são usuários de crack, segundo o coordenador social, Leonardo Costa.


O problema levou o superintendente da São Martinho, Luiz Bazílio, a pedir ajuda ao Ministério Público em abrul, através de um texto sob o título "SOS Lapa".



No âmbito estadual, a Fundação para a Infância e Adolescência (FIA), está em fase de renovação de convênio com o governo do estado, pelo qual receberá R$ 4,6 mihões. Para a presidente da FIA, Elen Peres, as crianças mais pobres devem ter prioridade no tratamento. Ela informou ainda que até janeiro será inaugurado o primeiro centro da atendimento integrado para crianças e adolescentes meninas, em Jacarepaguá. Serão 20 vagas para internação e 40 de convivência/dia:



- Temos 1.460 vagas, entre elas 55 para internação, sendo 35 para meninos e 20 para meninas (em Barra Mansa). Em novembro serão transformadas 750 vagas para prevenção em ambulatório em convivência/dia. Haverá psicólogos, assistentes sociais, oficinas, tudo para reinseri-los na escola. Infância consumida com um isqueiro



Na tarde de quinta-feira passada, na Glória, na parte de trás da camisa de um garoto de não mais que 10 anos estava escrito: "Maratona da Alegria".


Mas a maratona que se viu naquele dia nada teve de esportiva e muito menos de alegria. O menino segurava um copo plástico e volta e meia fumava lascas de crack. Ele estava com dois adolescentes e quatro adultos, entre eles uma mulher.


Após fumar a droga, vomitou.


A cena foi flagrada pelo GLOBO entre 16h e 17h, na Rua do Russel, ao lado da sede do Viva Rio.


Aos pedestres que se assustavam com a cena, deboches e ameaças:


"O que foi, meu bem?


Quer? Vem para cá".


Ou então:


"Se olhar de novo você vai ver uma coisa".


Um deles, de camisa preta, foi até um muro e pegou a droga, escondida num buraco.



O coordenador do Viva Rio, Rubem César Fernandes, em viagem ao Haiti, respondeu por e-mail: "A gente passa todo dia e fica chocado, se lamenta. Sente-se culpado. Comentamos entre nós. Mas seguimos em frente, como a maioria dos moradores e trabalhadores da cidade".



Leia mais:


Os efeitos do crack no organismo do usuário


Psiquiatra constata aumento de 70% no número de pacientes viciados em crack em um ano e meio

domingo, 1 de novembro de 2009

BRASIL S/A

NO MAR . . . A MARINHA!

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As duas embarcações da Receita estão paradas
Polícia Federal diz que há três tipos de tráfico de drogas e armas pelo mar


O GLOBO



A Superintendência da Receita Federal na 7ª Região Fiscal, que abrange os estados do Rio e Espírito Santo, confirmou, em nota, que tem duas embarcações (RF Denebola e RF Regulus) blindadas "para garantir a segurança dos servidores embarcados em operações marítimas de fiscalização de combate ao contrabando e descaminho". Segundo a assessoria, "uma embarcação está no Rio e a outra em Vitória". Ainda segundo a Receita, "hoje, as embarcações estão aguardando conclusão de processo licitatório para contratação de manutenções preventiva e corretiva" e não estão operando. Na nota, a Receita informou que, para este tipo de "operação de fiscalização, conta também, com dois helicópteros EC 135 , equipados, como as embarcações, com câmeras capazes de produzir imagens e provas mesmo à noite".
Em 2006, um ano antes da realização do Pan-Americano no Rio, a direção geral da PF anunciou o novo Sistema Nacional de Núcleos Especiais da Polícia Marítima, que seria responsável pelo policiamento preventivo e repressivo na área portuária, no mar e em outras vias navegáveis do país. Também anunciou que a Delegacia Especial de Polícia Marítima seria na Praça Quinze para ocupar uma nova sede, ao lado do Aeroporto Santos Dumont, com direito a dois helipontos.
O Superintendente da PF no Rio, Ângelo Fernandes Gioia, informou que a instituição fez inúmeras operações este ano, como a prisão de sete pessoas envolvidas com o desvio de mercadorias apreendidas pela Receita. Ele também lembrou que, no período de janeiro a setembro de 2009, a PF realizou ações para evitar a entrada de drogas e armas no estado, o que resultou na apreensão de 20 quilos de maconha, cocaína e crack; 35 mil micropontos de LSD; e a prisão de 340 pessoas acusadas de tráfico de drogas, armas e assaltos a banco, sendo 21 deles policiais. Foram apreendidas ainda 67 armas de guerra.
Pelas investigações da PF, há três tipos de tráfico de drogas e armas pelo mar. O primeiro envolve bandidos de favelas localizadas às margens da Baía de Guanabara, que transportam armas e munição de uma favela para outra em pequenas embarcações. O segundo, acontece em alto-mar. Tripulantes de navios que passam pela costa do estado atiram caixotes lacrados (com drogas, armas, munição e outros produtos contrabandeados) e passam as coordenadas para equipes em terra, que recolhem o material em pequenos barcos ou lanchas. No terceiro caso, os traficantes vão ao Cais do Porto e pagam tripulantes de navios que chegam ao Rio para transportar sua carga até portos na Europa e nos Estados Unidos.